Distrito Estadual de Fernando de Noronha

Distrito Estadual de Fernando de Noronha
Distrito Estadual de Fernando de Noronha

sábado, 25 de fevereiro de 2017

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: OS AEROPORTOS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: OS AEROPORTOS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO

OS AEROPORTOS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO

Aeroporto de Barra – Escócia

O pequeno aeroporto fica, precisamente, em uma praia onde os aviões decolam aterrissam na areia.
O pequeno aeroporto fica, precisamente, em uma praia onde os aviões decolam aterrissam na areia. (Wikimedia Commons)

Aeroporto Internacional Princesa Juliana – St. Martin, Caribe

É possível que você jã tenha visto fotos desse aeroporto, já que ele é famoso por sua aterrissagem super próxima da praia. Tão perto que água pode desorientar os piloto e os deixa um pouco mais tensos que o normal.
É possível que você jã tenha visto fotos desse aeroporto, já que ele é famoso por sua aterrissagem super próxima da praia. Tão perto que água pode desorientar os piloto e os deixa um pouco mais tensos que o normal. (Wikimedia Commons)

Aeroporto de Narsarsuaq – Groenlândia

As paisagens dessa vilinha lá de cima do avião são realmente impressionantes, mas o que também impressiona é a manobra de curva em "U " que os pilotos têm de fazer para pousar e na maioria das vezes enfrentam turbulências. Decolagens e aterrissagens noturnas são proibidas.
As paisagens dessa vilinha lá de cima do avião são realmente impressionantes, mas o que também impressiona é a manobra de curva em “U ” que os pilotos têm de fazer para pousar e  na maioria das vezes enfrentam turbulências. Decolagens e aterrissagens noturnas são proibidas. (greenland.com)

Aeroporto de Gibraltar

O território ultramarino britânico tem um aeroporto civil com uma pista bem curtinha"à beira-mar". O esforço dos pilotos é justamente em calcular o pouso perfeito para não acabar na água.
O território ultramarino britânico tem um aeroporto civil com uma pista bem curtinha”à beira-mar”. O esforço dos pilotos é justamente em calcular o pouso perfeito para não acabar na água. (Wikimedia Commons)

Aeroporto Internacional Toncontín – Honduras

Após um acidente grave em 2008, aeronaves muito grandes não podem pousar na pista de Toncontín. Colinas ao redor da área tornam a aterrissagem mais complicada e, consequentemente, a distância da pista de pouso pode ser mais curta dependendo de como o piloto consegue se posicionar.
Após um acidente grave em 2008, aeronaves muito grandes não podem pousar na pista de Toncontín. Colinas ao redor da área tornam a aterrissagem mais complicada e, consequentemente, a distância da pista de pouso pode ser mais curta dependendo de como o piloto consegue se posicionar.

Aeroporto da Madeira – Portugal 

Para pousar na Ilha da Madeira, enfrenta-se ventos fortíssimos provenientes da bonita combinação de mar e montanhas.
Para pousar na Ilha da Madeira, enfrenta-se ventos fortíssimos provenientes da bonita combinação de mar e montanhas.

Aeroporto Internacional de Wellington – Nova Zelândia

Não é a pista curta que deixa o pouso em Wellington mais tenso. E sim as fortíssimas correntes de vento que muitas vezes obrigam o piloto a dar umas voltas lá em cima para evitar os tufões nesse momento crítico.
Não é a pista curta que deixa o pouso em Wellington mais tenso. E sim as fortíssimas correntes de vento que muitas vezes obrigam o piloto a dar umas voltas lá em cima para evitar os tufões nesse momento crítico. (Reprodução/ecstasycoffee.com)

Aeroporto Tenzing-Hillary – Nepal

Não é por menos que o aeroporto aos pés do Monte Everest foi considerado o mais perigoso do mundo em 2010. Ele fica entre montanhas e a pista é bem curta.
Não é por menos que o aeroporto aos pés do Monte Everest foi considerado o mais perigoso do mundo em 2010. Ele fica entre montanhas e a pista é bem curta.

Aeroporto Courchevel – França

O aeroporto serve de base para uma estação de esqui nos Alpes Franceses. Se a localização entre os picos nevados não é suficiente para assustar os passageiros, o fato da pista ter uma inclinação de 18 º para ajudar no pouso basta.
O aeroporto serve de base para uma estação de esqui nos Alpes Franceses. Se a localização entre os picos nevados não é suficiente para assustar os passageiros, o fato da pista ter uma inclinação de 18 º para ajudar no pouso basta. (Wikimedia Commons)

Aeroporto Juacho E. Yrausquin – Saba, Caribe

Não basta ter uma das pistas de pouso mais curtas do mundo. Se o piloto erra o cálculo na hora do pouso, o avião vai de encontro com o mar caribenho.
Não basta ter uma das pistas de pouso mais curtas do mundo. Se o piloto erra o cálculo na hora do pouso, o avião vai de encontro com o mar caribenho. (Wikimedia Commons)

Aeroporto de Paro – Butão

Apenas 8 pilotos são certificados para pousar nesse que é considerado um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Todo cuidado ocorre pela localização que fica aos pés do Himalaia, montanhas de até 5 mil metros de altura fazem parte do skyline da região.
Apenas 8 pilotos são certificados para pousar nesse que é considerado um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Todo cuidado ocorre pela localização que fica aos pés do Himalaia, montanhas de até 5 mil metros de altura fazem parte do skyline da região. (Wikimedia Commons)

Aeroporto Internacional da ilha de Skiathos – Grécia

O aeroporto fica tão colado na praia quanto o aeroporto de St. Martin, mencionando anteriormente É por isso que Skiathos já foi apelidada de a St. Martin Grega e a praia que fica próxima ao aeroporto é ponto turístico justamente pelos aviões rentes.
O aeroporto fica tão colado na praia quanto o aeroporto de St. Martin, mencionando anteriormente É por isso que Skiathos já foi apelidada de a St. Martin Grega e a praia que fica próxima ao aeroporto é ponto turístico justamente pelos aviões rentes. (Wikimedia Commons)

Ice Runway – Antártida

A pista foi feita no gelo e só funciona durante o verão. Mesmo assim os pilotos devem evitar aterrissagens muito pesadas para que o gelo não afunde mais do que 25 centímetros.
A pista foi feita no gelo e só funciona durante o verão. Mesmo assim os pilotos devem evitar aterrissagens muito pesadas para que o gelo não afunde mais do que 25 centímetros. (Wikimedia Commons)

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: SENADOR OSCAR PASSOS E A CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS NO ESTADO

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: SENADOR OSCAR PASSOS E A CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS NO ESTADO

SENADOR OSCAR PASSOS E A CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS NO ESTADO

Oscar Passos (Porto Alegre, 31 de janeiro de 1902 — Rio Branco, 6 de dezembro de 1994) foi um militar e político brasileiro radicado no estado do Acre, onde exerceu três mandatos de deputado federal e um de senador.
Figura na história política do país por ter sido o primeiro presidente nacional do Movimento Democrático Brasileiro, partido de oposição ao regime militar de 1964.

Biografia

Filho do comerciante português Fortunato José Fernandes Passos e Ricardina Almeida Passos, estudou o primário e o ginasial no Ginásio Anchieta na capital gaúcha e depois partiu para o Rio de Janeiro onde ingressou na Escola Militar do Realengo e lecionou na Escola de Aperfeiçoamento do Estado-Maior. Na patente de capitão foi escolhido governador do então Território Federal do Acre pelo presidente Getúlio Vargas com mandato de 30 de agosto de 1941 a 22 de agosto de 1942. Presidente do Banco Nacional da Borracha entre 1942/1943, optou por permanecer no Acre e lá iniciou sua carreira política ao ser eleito deputado federal pelo PTB em 1950, 1954 e 1958 e senador em 1962. Após a instauração do regime militar de 1964, foi um dos artífices da criação do MDB e se tornou o primeiro presidente do partido. Derrotado ao tentar a reeleição em 1970 transferiu a presidência do partido ao deputado Ulysses Guimarães e encerrou sua vida pública. Durante seu ano como governador no estado do Acre, o Senador decidiu que,para um desenvolvimento mais justo para o estado precisariam ser criados novos municípios em sua parte central, onde se situam hoje as áreas rurais dos municípios de Tarauacá, Feijó, Manoel Urbano e Sena Madureira. Decidiu então deixar já prontos os processos de emancipação e formação dos seguintes municípios:
Porto Rubim
Ocidente Acreano
Bom Sucesso do Acre
Porangaba do Acre
Cunha Vasconcelos (ex- Bom Princípio)
Jurupari
Universo Acreano
Liberdade do Acre
Oscar passos Passou então para seu sucessor  Luís Silvestre Gomes Coelho o pedido de instalação desses novos municípios, mas Silvestre não achou uma boa idéia e arquivou todos processos de emancipação. Hoje estas comunidades estão à mercê dos municípios a quais pertencem, e o que podiam ser municípios importantes do estado, hoje são apenas pequenos povoados rurais quase esquecidos no mapa do Brasil e do Estado.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: CURUQUETÊ E GEDEÃO: O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA EM DOIS PROJETOS DE ASSENTAMENTO QUE NÃO DERAM CERTO

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: CURUQUETÊ E GEDEÃO: O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA EM DOIS PROJETOS DE ASSENTAMENTO QUE NÃO DERAM CERTO

CURUQUETÊ E GEDEÃO: O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA EM DOIS PROJETOS DE ASSENTAMENTO QUE NÃO DERAM CERTO


Vico IasiLábrea, AM

O desmatamento ilegal provoca perdas imensas para natureza da Amazônia e alimenta uma série de outros problemas em Lábrea, no estado do Amazonas.
Localização de Lábrea
Localização de Lábrea

Entre agosto de 2015 e julho de 2016, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, registraram 1.362 áreas de desmatamento em Lábrea. Em uma delas, as derrubadas ainda estavam em curso e os fiscais do IBAMA tentaram surpreender os desmatadores em um flagrante.
 
O helicóptero se aproximou rapidamente e pousou entre as árvores. Por terra, a aproximação teve de ser cuidadosa.
A equipe de fiscalização do IBAMA viu do helicóptero um acampamento. Foi necessário manter distância, pois nesse tipo de situação há riscos. Os fiscais ficaram com as armas em punho, com medo de algum tipo de surpresa. Na mata havia um barracão de lona. Nessa hora, a tensão dos fiscais foi evidente. Os desmatadores deveriam estar na área, provavelmente armados. No acampamento todo montado havia roupas, utensílios de cozinha e barracas. Os fiscais não encontraram pessoas. A suspeita é de que tinham fugido para a floresta.
Segundo o IBAMA, esse é o tipo de acampamento mais usado pelas equipes de desmate. Um lugar bem equipado, onde quatro ou cinco pessoas podem ficar dias ou até semanas na floresta. Ao lado das barracas foram encontrados um gerador de energia e combustível, que pode ser usado em motosserras. Tudo material seria apreendido.
Perto do acampamento, o cenário não deixou dúvidas de que a derrubada era recente. Logo após o corte com motosserra, a área que acabou de ser desmamatada fica com várias pilhas de galhos e troncos amontoados.
Em outro lugar, ainda em Lábrea, havia mais uma área com desmatamento em curso e sem proprietário registrado em cadastros oficiais.
Em geral, invasores de terra ou fazendeiros contratam pessoal de outras regiões. Normalmente, são pessoas pobres, arrebanhadas por empreiteiros e que nem conhecem os donos da área. Pessoas que fazem um trabalho clandestino e perigoso.
A violência e a lei do silêncio são tão fortes na região, que há dificuldade em encontrar pessoas com coragem de falar sobre o desmamento. Mas, a equipe de reportagem localizou uma pessoa que trabalha nas derrubadas. Com medo da ação de pistoleiros, ela somente aceitou dar entrevista com a voz modificada e sem mostrar o rosto.
“Eu trabalho com motosserra, corte de tora e desmatamento. É porque é o meu meio de sobreviver. O meu ramo é esse. A diária varia de R$ 150 a R$ 200. A diária de motosserra é alta por causa do risco que a pessoa corre, até o risco de vida. Ainda é pouco, eu acho”, disse o entrevistado.
Como o trabalho é clandestino, os trabalhadores não têm carteira assinada e nenhum direito formal. Eles não recebem treinamento nem material de proteção. Os acidentes são comuns.
O desmatamento e a luta por espaço também geram tensão e violência entre pequenos produtores, madeireiros e grandes fazendeiros. Em 2011, esse conflito resultou na morte de Adelino Ramos. Líder comunitário, Ramos lutava para viabilizar um projeto de assentamento do INCRA, chamado Curuquetê, que nunca saiu do papel. O projeto atraiu dezenas de pequenos produtores para o sul de Lábrea, em busca de um pedaço de terra. A situação gerou atritos com fazendeiros locais.
Resultado de imagem para Projeto de assentamento gedeão lábrea
Assentamento Gedeão

A ocupação do sul de Lábrea também alimenta toda uma cadeia de atividades econômicas, muitas vezes baseadas na ilegalidade. É uma engrenagem do desmatamento que fica evidente em Extrema, vilarejo em Rondônia que é a porta de entrada para a parte sul do município amazonense. No local há lojas de motosserra e madeireiras grandes e pequenas.
Uma família, que foi do Paraná para Rondônia, vive do transporte de toras e do aluguel de tratores usados para a abertura de estradas e outros serviços.
A engrenagem do desmatamento se repete em vários pontos da Amazônia e foi ganhando força nos últimos anos, invertendo uma tendência de redução das derrubadas. Em 2004, a região perdeu 27.772 quilômetros quadrados de florestas. Nos anos seguintes, com a melhoria da fiscalização, acordos e uma série de ações do estado, o ritmo das derrubas despencou. Em 2012, o desmatamento ficou na casa dos 4,5 mil quilômetros quadrados. O problema é que de 2013 em diante o número parou de cair e voltou a subir, passando de 6,2 mil quilômetros quadros em 2015.
Resultado de imagem para assentamento gedeão lábrea
O desmatamento ilegal no sul de Lábrea também ocorre em projetos públicos que, em tese, deveriam promover o uso sustentável da terra. Esse é o caso do assentamento Gedeão. Em 2007, esse projeto organizado pelo INCRA distribuiu lotes para 160 famílias. A promessa era fazer um assentamento no modelo agroflorestal, com estrutura, cooperativa e assistência técnica para os agricultores. Mas, nada disso virou realidade. Com o isolamento e falta de estrutura, a grande maioria dos assentados vendeu os lotes. O que é ilegal. Muitas vezes, as áreas acabaram nas mãos de pecuaristas, que derrubaram a floresta para fazer pasto.
Resultado de imagem para Projeto de assentamento curuquete lábrea
Projeto de assentamento Curuquetê
Assentamentos abandonados e pobreza, invasão de terras públicas e trabalho clandestino, violência e morte. O caso de Lábrea, no sul Amazonas, revela que o desmatamento ilegal é uma tragédia que associa crimes contra a natureza, contra os direitos humanos, contra a sociedade brasileira e contra o planeta, de maneira geral.