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sábado, 15 de agosto de 2015

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: LIBERLAND - A INDEPENDÊNCIA DE UM NOVO PAÍS NUMA TERRA DE NINGUÉM

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: LIBERLAND - A INDEPENDÊNCIA DE UM NOVO PAÍS NUMA TERRA DE NINGUÉM

LIBERLAND - A INDEPENDÊNCIA DE UM NOVO PAÍS NUMA TERRA DE NINGUÉM

  • 14 agosto 2015
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Liberland foi fundada em abril por Jedlicka, sua namorada e um amigo de infância
Pode ser o país mais jovem do mundo: Liberland – ou Liberlândia – fundado em abril deste ano em um terreno de apenas seis quilômetros quadrados entre Croácia e Sérvia, no Leste Europeu.
Liberlândia é a realização do sonho de um político da República Tcheca de 31 anos, Vit Jedlicka.
"Queria fundar um país diferente: onde se pudessem viver todas as liberdades, fora do alcance das forças políticas, algo que existe em outras partes do mundo, como Cingapura ou Hong Kong, mas não no centro da Europa", disse Vit Jedlicka à BBC.
Então, ele começou a buscar o lugar adequado. E o encontrou na antiga Iugoslávia, desmembrada nos anos 1990 por um conflito que fez renascer antigas repúblicas que coexistiam na região antes.
Mapa
Cidade do Rio de Janeiro ocupa área 200 vezes maior do que a da recém-fundada Liberlândia
No entanto, depois do desmembramento em vários países e da repartição de terras, restaram seis quilômetros quadrados que aparentemente não pertenciam a ninguém.
Para se ter uma ideia, a cidade do Rio de Janeiro ocupa uma área 200 vezes maior, com seus 1,2 mil quilômetros quadrados.
O terreno está situado na fronteira entre a Sérvia e a Croácia – dois dos seis países que formavam a Iugoslávia –, mas não faz parte dos seus territórios nem do de seu outro vizinho mais próximo, a Hungria.
Aproveitando que o espaço era "de ninguém", Vit Jedlicka fundou no dia 13 de abril a República Livre de Liberland ali.
Ele escolheu a data de fundação para honrar o nascimento de Thomas Jefferson, um dos fundadores dos Estados Unidos.
A cena foi semelhante à chegada do homem à Lua: no dia, Jeredlicka, na companhia da namorada, Jana Markovičeva, e de um amigo do colégio, levaram uma bandeira até o centro do terreno e cravou-a no chão.
"O país se orgulha de oferecer liberdade pessoal e econômica a seus cidadãos, garantidas na Constituição, que limita o poder dos políticos. Eles não podem interferir nas liberdades outorgadas pela nação de Liberland", diz a declaração de fundaçãono site oficial do país.
E ali também se encontram símbolos nacionais, parecidos como os dos países já reconhecidos pelas Nações Unidas: bandeira, escudo bem explicado. Agora, só falta o hino, que foi substituído temporariamente pelo lema "viva e deixe viver."

'Terra prometida'

Mas o que levou um político tcheco a criar um país em terras sem dono da antiga Iugoslávia?
Ele contou ao jornal americano New York Times que a andava com a ideia na cabeça havia dois anos, desde que se dera conta de que poderia fundar um país sob o conceito de "terra neutra".
Vit Jedlicka queria criar um país onde os partidos políticos e o Estado não tivessem tanto controle sobre as liberdades pessoais
Só lhe faltavam terras.
Procurando na internet e consultando vários governos, ele conseguiu identificar algumas regiões do planeta que não eram reivindicadas por qualquer país.
"Havia um terreno próximo do Egito, mas me pareceu que a instabilidade política na região não ajuda muito a nossa ideia de país", contou Jedlicka.
Pouco depois, a região acabou se tornando o reino do Sudão do Norte, e o dono dele é Jeremiah Heaton, que moveu céus e terra para fazer da filha uma princesa.
Mas Jedlicka não desanimou e acabou encontrando um pedaço de terra próximo a Danúbio.
"O governo sérvio disse que não era dele. A Croácia também. E aí decidimos que seria o território de Liberland", explicou.

Vizinhos

Jedlicka cumpriu os requisitos para fundar um país. Pediu a posse da terra, cravou uma bandeira, formou um governo – foi eleito presidente com os votos da sua namorada e do amigo de infância que o acompanharam na viagem.
Até agora, no site oficial de Liberland, pelo menos 360 mil pesssoas solicitaram cidadania do país
Mas os vizinhos dos liberlandeses – ou seriam liberlandianos? – não ficaram tão satisfeitos: o governo da Croácia descreveu a fundação de Liberland como "uma piada", e a Sérvia disse que a atitude de Jedlicka era um ato de frivolidade.
"Uma coisa é o que dizem, outra é o que fazem. Estamos em um diálogo intenso para que reconheçam o local como nosso", disse o mandatário do novo país.
"Por exemplo, a Croácia já colocou vários policiais nas fronteiras com Liberland para que ninguém passe de lá para o nosso território", afirmou.
Liberland é um território de aproximadamente seis quilômetros quadrados entre a Sérvia e a Croácia
Sua aspiração não se concentra somente nos arredores. Há um mês, lançou uma forte campanha diplomática para que Liberlândia seja reconhecida como um novo país.
"Estamos em diálogo com pelo menos 20 países, que estão dispostos a reconhecer a nossa soberania. Mas temos que criar uma logística própria do Estado", disse.

Cidadania

Um dos assuntos primordiais de uma nação é o seu povo. Por isso, os três liberlandeses iniciaram no site oficial do país e no Facebook uma forte campanha para que mais pessoas adotem a cidadania da Liberlândia.
"Até agora, recebemos 360 mil solicitações. E também de voluntários que querem construir os primeiros prédios", completou.
Os riscos na formação de uma cidadania também estão latentes: com a ameaça de grupos islamistas insurgentes na Europa, especialistas em segurança alertam que um novo território no coração do continente, organizado à margem de muitas regras da União Europeia, seria um lugar ideal para realizar um ataque.
Vit Jedlicka e a namorada criaram bandeira, símbolo e regras para o novo país
"Vamos realizar um processo cuidadoso de concessão de cidadania para quem se candidatou pelo nosso site. Esperamos dar as nossas primeiras 100 cidadanias em um futuro próximo, depois que os solicitantes cumprirem todos os requisitos", afirmou.
Apesar de o fundador ter enviado solicitações a diversos países, como Estados Unidos, França e Japão – e até mesmo às Nações Unidas –, só o reino do Sudão do Norte reconheceu Liberland como o país de Jedlicka.

Impostos voluntários

Mas o que a Liberlândia tem de diferente de outros países, ao menos no papel?
Tudo está embasado no lema: viva e deixe viver.
"Vamos aplicar um sistema de impostos voluntário. As pessoas vão pagar o que acham que devem pagar ao Estado de acordo com os serviços que ele oferece."
Além disso, na sua Constituição, o país estabelece que a propriedade privada e os direitos individuais estão acima do Estado, algo que Jedlicka vem defendendo há cinco anos no seu partido político, na República Tcheca.
Até agora, ele já recebeu propostas de investimento de cerca de US$ 20 milhões (R$ 70 milhões) para diversos setores, como o bancário e o energético.
Por enquanto, Liberland não passa de um território não explorado, com uma bandeira fincada nele e muitos projetos para o futuro.
Essa ilha é considerada pelo presidente como o melhor lugar do novo país. "É como uma praia do Caribe".
O presidente já tem um lugar favorito na sua nação recém-fundada: uma ilha no meio dos seis quilômetros quadrados.
"Se chama Libertad, uma ilha de areia clara no meio de Danúbio que se parece muito com as praias do Caribe", concluiu.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: AS BELEZAS DA BARRAGEM DE ITÁ (RS - SC)

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: AS BELEZAS DA BARRAGEM DE ITÁ (RS - SC)

AS BELEZAS DA BARRAGEM DE ITÁ (RS - SC)

Na divisa dos estados de Santa Catarina/Rio Grande do Sul, o lago da Usina Hidroelétrica de Itá inundou 100.000 metros quadrados de terras abrangeando parte de sete cidade em Santa Catarina e quatro cidades no Rio Grande do Sul o que despertou o turismo rural e os esportes náuticos para a região. A influência de imigrantes europeus e orientais é um traço marcante da cultura e da culinária em diversas cidades como Itá, Arabutã, Concórdia, Alto Bela Vista, Ipira, Peritiba, Piratuba, Marcelino Ramos, Aratiba, Mariano Moro, Severiano de Almeida. 





Os primeiros moradores de Itá em Santa Catarina eram imigrantes italianos que chegaram na região em meados de 1920. Quando a antiga vila foi inundada em 1996, em função da barragem do Rio Uruguai, foi construída uma nova sede totalmente planejada. O Rio Uruguai cobriu todas as casas mas restaram de lembrança as torres da antiga Igreja de São Pedro que se tornou-se um ponto turístico da cidade. Itá significa "Pedra" na lingua indígena e é o símbolo do monumento da praça.







De Itá em Santa Catarina até Aratiba no Rio Grande do Sul está a maior tirolesa da América Latina. A distância entre um ponto e outro é de 4,5 km. O circuito começa no centro de Itá atravessa o lago percorrendo 2.500 metros até uma torre de 14 metros de altura em Aratiba e termina na prainha de Itá próximo ao Thermas, com percurso de mais 2.000 metros. O trajeto acima das águas do lago da Usina Hidrelétrica Itá é uma emocionante descida de 15 minutos que dá direito a uma visão paradisíaca e muita adrenalina. 







Em Piratuba a grande atração são as fontes de águas termais sulfurosas da Estância Hidromineral com muitas piscinas, quadras de esporte, trilhas ecológicas e um jato de água quente de 30 metros de altura. Aos domingos e feriados parte a Maria Fumaça de Piratuba a Marcelino Ramos, uma viagem de belas paisagens animada com música regional, regada com um bom vinho e degustação de produtos regionais durante o trajeto. Em Marcelino Ramos a maior atração turística é o parque de águas termais às margens do Lago do Uruguai. 



A grande atração de Alto Bela Vista é a ponte metálica de quase 460 metros de comprimento sobre o Rio Uruguai que liga Santa Catarina à cidade de Marcelino Ramos no Rio Grande do Sul. A sequência de três quedas d'água no Rio Velho Vicente e a vista que se tem de um ponto alto faz juz ao nome da cidade pois tem uma Bela Vista.




As cidades de Mariano Moro e Severiano de Almeida também em forte influência dos imigrantes italianos e a pesca é uma tradição da cidade que deu origem à Festa anual do Peixe.
 Severiano de Almeida por muito tempo foi chamada de Nova Itália e deu nome ao Parque Nova Itália.

A Cantina Tretin é uma típica propriedade italiana construída em madeira e pedra que retrata parte da história dos imigrantes italianos. Além da degustação e venda de vinhos fabricados na propriedade, a cantina promove almoços e jantares para grupos e excursões, servindo pratos típicos italianos.
 


Em Concórdia, a influência dos imigrantes italianos manteve muitas tradições do passado, como a Igreja do Pinheiro Preto que guarda a memória dos imigrantes. Às margens do Rio Uruguai, grandes fazendas se tornaram pousadas para o agroturismo, além dos restaurantes italianos e alemães que servem a comida típicas.



 

Peritiba é cercada de muito verde, de flores e ar puro. Colonizada por imigrantes italianos e alemães, a cidade tem a melhor qualidade de vida da região e é notória a preocupação com o meio ambiente. Além disso, os cuidados com a arquitetura da cidade se estende desde os grandes sobrados até aos mini chalés do posto telefônico e das lixeiras.


Arabutã e Ipira são cidades colonizadas por imigrantes alemães e romenos que chegaram à região na década de 1900. Nas pequenas praias de Arabutã, às margens do Rio Jacutinga, há campings que recebem turistas atraídos por suas corredeiras e as magnifícias cascatas de Ipira.





sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: FERROVIA TRANSNORDESTINA: A FERROVIA QUE ESTÁ MUDANDO O NORDESTE

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: FERROVIA TRANSNORDESTINA: A FERROVIA QUE ESTÁ MUDANDO O NORDESTE

FERROVIA TRANSNORDESTINA: A FERROVIA QUE ESTÁ MUDANDO O NORDESTE

A Ferrovia Transnordestina, que liga o município de Elizeu Martins para escoamento da produção de grãos dos Cerrados e de minérios da região de Paulistana, no sul do Piauí, pelo Porto de Suape, em Recife (PE), e pelo Porto de Pecém, em Fortaleza (CE), foi apontada como exemplo de inovação e como uma das principais obras de infraestrutura do Brasil pela pesquisa “Condicionantes Institucionais à Execução de Projetos de Investimentos em Infraestrutura”, do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), de autoria do pesquisador Alexandre de Ávila Gomide.

A ferrovia Transnordestina tem uma extensão de 1.753 quilômetros, sendo que 46% de toda a obra já foram concluídos. O trecho entre Missão Velha e Salgueiro tem 96 quilômetros de extensão; o trecho entre Salgueiro e Trindade tem 163 quilômetros de extensão; o trecho entre Trindade e Eliseu Martins tem 423 quilômetros de extensão; o trecho entre Sangueiro e o Porto de Suape, o mais longo, tem 544 quilômetros de extensão; e o trecho entre Missão Velha e o Porto de Pecém tem 526 quilômetros.

A pesquisa destaca que o projeto da ferrovia Nova Transnordestina propõe a ligação entre o cerrado do Piauí aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). A construção teve início em 2006.

“A obra é concedida à Transnordestina Logística S.A, com financiamento de diversos fundos do Governo Federal. Como mencionado, o orçamento inicial do projeto era de R$ 4,5 bilhões e seu prazo de entrega em 2010. O projeto foi incluído na carteira do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento em 2010 e sofreu aditivo em seu valor final para R$ 7,5 bilhões com novo prazo de entrega em 2017”, diz a pesquisa.

O pesquisador Alexandre de Ávila Gomide diz que existe algum consenso no Brasil nos dias de hoje é o da necessidade da ampliação dos investimentos em infraestrutura como forma de alavancar o crescimento econômico do país.

“É reconhecido o efeito multiplicador dos investimentos no setor sobre a renda nacional. Além disso, o investimento em infraestrutura é gerador de ganhos na produtividade total dos fatores de produção – chave para altas taxas de crescimento sem a necessidade de amplos esforços para aumentar a poupança e o investimento agregado – como também vem ao encontro da demanda da sociedade por serviços públicos de qualidade para a melhoria das condições de vida das pessoas”, afirmou o pesquisador Alexandre de Ávila Gomide.

Atualmente, os investimentos em infraestrutura no Brasil representam 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contudo, para se alcançar o padrão necessário de serviços e um ritmo de crescimento de países industrializados do leste asiático, por exemplo, essa relação teria de ser da ordem de 5% ao longo de vinte anos.

“O investimento público em infraestrutura foi aumentado significativamente na última década, especialmente com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo os balanços quadrienais, do programa, o PAC 1 (2007-10) fez os investimentos públicos dobrarem, passando de 1,62% doPIB, em 2006, para 3,27% do PIB, em 2010, totalizando R$ 619 bilhões.

O PAC 2 (2011-14), por sua vez, ultrapassou o valor de R$ 1 trilhão, ampliando em mais de 70% o volume de investimentos realizados pelo PAC 1.

Do mesmo modo, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) indicou que, a preços de 2013, o investimento público no período de dez anos mais que triplicou passando de R$ 39,1 bilhões, em 2003, para R$ 142,5 bilhões, em 2013. Já os investimentos privados saltaram de R$ 31,9 bilhões para R$ 86,1 bilhões no mesmo período (um aumento de 170%),

Contudo, afirma o pesquisador Alexandre de Ávila Gomide. o ritmo de execução dos projetos de investimento continua sendo um problema. Segundo a Associação Contas Abertas, apenas 31,7% das obras previstas pelo PAC 2 foram concluídas.

Nesse sentido, a Confederação Nacional da Indústria (2014) estimou em R$ 28 bilhões o custo do atraso de seis grandes obras. Análises também revelam problemas no planejamento e na execução (liquidação e pagamento das despesas) do orçamento do investimento público no Brasil, já que foram constatados expressivos e crescentes montantes de recursos inscritos em restos a pagar não processados nos orçamentos anuais do PAC.

CONEXÃO EMANCIPACIONISTA: AS MAIS BELAS CIDADES-PENHASCOS DO MUNDO

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